Dois Mais Um

” mantimento é algo produtivo “

Juiz de Fora, a cidade que nunca dorme

5 de fevereiro de 2009

 

 

 

“Ah, tava aqui pensando na vida!” “… olha como os jovens são bonitos.” Foram frases que eu fiz de conta não ter ouvido. Na hora, eu achei que talvez eles pudessem ficar constrangidos. Então larguei pra lá, e durante um bom tempo isso ficou esquecido na minha cabeça. Até que agora, me fez perceber o quanto as pessoas estão tão perto e tão longes umas das outras ao mesmo tempo!

 

Eu estava em Juiz de Fora. Cidade bonita, cheia e agitava. Mas bonita. Estava lá com um grupo do colégio, íamos fazer o vestibular seriado da UFJF. As provas estavam marcadas pras manhãs de sábado, domingo, segunda e terça (dias 20, 21, 22 e 23 de 11/08). Tudo muito bem, tudo muito bom. Eu só não entendi o que era aquilo onde nós iríamos dormir, as pessoas chamavam de “apartamento”, mas eu me recusei a acreditar! Não vou dar exemplos de como era o nosso “apartamento” senão perco a vontade de escrever. Mas o que gerou meu estado de cansaço foi o fato de a cama ser mais dura que o chão e por falta de ventilador, termos de dormir com a janela aberta. Eu não dormi uns dois ou três dias. Inacreditavelmente as ruas de Juiz de Fora eram agitadas 24 horas por dia. Dormir era a última coisa que alguém conseguiria fazer por lá.

 

Já que não tínhamos nada pra fazer no “apartamento”, todas as tardes nós saímos e andávamos um pouco. E naquela tarde eu fui torturado durantes horas pela Nathália que parava em todos os óculos e bolsas que via nas lojas e barracas. Não foi mole não, mas eu me segurei firme até que ela parou e nós sentamos em um banco do parque Halfeld. Ou Harfred. Ou Ralf. Escolha o que gostar! Era um parque aberto, bonito, tinha aquelas árvores grandes e as pombas comendo as pipocas das crianças. Tudo muito bem, tudo muito bom, fora o meu cansaço extremo! E eu nem reparava o velhinho que sentou no banco de frente a nós. Era um velho negro, com pouco cabelo e um grande bigode. Usava uma roupa social clara e bengala. Sentou de frente para eu e Nathália e ficou quieto. Estávamos a um distancia de aproximadamente três ou quatro metros, e ele não prestava atenção em nós da mesma forma que nós não prestávamos atenção nele.

 

Em particular, no momento eu não prestava atenção em nada, nem na Nathália que estava falando algo sobre a família dela. Só passei a olhar disfarçadamente pro velho quando uma outra idosa chegou perto dele e se sentou ao lado dele. Ambos se alegraram ao ver o outro. Parecia um encontro inesperado, então com muita felicidade, eles começaram a conversar:

- Não esperava te encontrar…

- Ah! Tava aqui pensando na vida!

- Mas você ainda parece estar muito bem!

- É! Mas não há como vencer a idade, olha como os jovens são bonitos. Não podemos ser assim de novo.

- Ah, mas nossa vida a gente já viveu, eles tem a deles, bem mais tecnológica!

- Isso é, impossível é misturar nossas vidas com as deles.

- Mas eu acho que nós só temos a agradecer, olhando em volta, temos uma geração linda de crianças.

- É verdade! Mas como vai a família…

 

Foi um diálogo que eu fiz de conta não ter ouvido. Na hora, eu achei que talvez eles pudessem ficar constrangidos. Então larguei pra lá, e durante um bom tempo isso ficou esquecido na minha cabeça. Até que agora, me fez perceber o quanto as pessoas estão tão perto e tão longes umas das outras ao mesmo tempo…

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Oh nao! A morte é hereditária!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Capítulo 89

9 de janeiro de 2009

- Padre – disse Chartrand - posso lhe fazer uma pergunta esquisita?
O camerlengo sorriu.
- Só se eu puder lhe dar uma resposta esquisita.
Chartrand achou graça.
- Já perguntei isto a todos os padres que conheço e continuo não entendendo.
- O que é que você não entende?
O camerlengo ia na frente em passos rápidos, o pé levantando a ponta da botina quando ele andava. Os sapatos eram pretos, de sola crepe, e combinavam com ele, pensou Chartrand, como se refletissem a essência do homem: moderno mais modesto e mostrando sinais de desgaste.
Chartrand respirou fundo.
- Não entendo o que vem a ser uma onipotência benevolente.
O camerlengo sorriu.
- Você anda lendo a Sagrada Escritura?
- Eu tento.
- E está confuso porque a Bíblia define que Deus é todo – poderoso e bem – intencionado.
- Compreendo o conceito. É que parece haver uma contradição aí.
- Sim. A contradição é a dor. A fome, as guerras, as doenças.
- Exatamente! – Chartrand sabia que o camerlengo compreendia. – Coisas terríveis acontecem nesse mundo. A tragédia humana é como uma prova de que Deus não pode ser simultaneamente todo – poderoso e bem – intencionado. Se Ele nos ama e tem o poder de mudar nossa situação, Ele deveria também evitar nossas dores, não é?
- Deveria mesmo? – perguntou o camerlengo.
Chartrand ficou embaraçado. Teria passado dos limites? Será que se tratava de um daquelas perguntas religiosas que não se devia fazer?
- Bem, se Deus nos ama, se é capaz de nos proteger, Ele deveria, sim. Parece que Ele é onipotente e indiferente, ou ao contrário, benevolente e incapaz de nos ajudar.
- Tem filhos, tenente?
Chartrand enrubesceu.
- Não, signore.
- Imagine se tivesse um filho de oito anos. Você o amaria?
- Claro.
- E faria tudo o que pudesse para evitar que ele sofresse na vida?
- Claro que sim.
- E deixaria que ele andasse de skate?
Chartrand estacou, admirado. O camerlengo parecia singularmente “por dentro” para um sarcedote.
- Sim, acho que sim - disse Chartrand. – Com certeza deixaria que andasse de skate, mas diria a ele para ter cuidado.
- Quer dizer que, como pai desse menino, você lhe daria uns bons conselhos básicos e deixaria que saísse e cometesse seus próprios erros?
- Eu não correria atrás dele para mima-lo, se é o que o senhor quer dizer.
- E se ele caísse e ralasse o joelho?
- Ele aprenderia a ser mais cuidadoso.
O camerlengo sorriu de novo.
- Então, quer dizer que, mesmo tendo o poder de interferir e evitar que seu filho sentisse dor, você optaria por demonstrar seu amor deixando-o aprender suas próprias lições?
- Claro, a dor é parte do crescimento. É como aprendemos.
O camerlengo sacudiu a cabeça.
- Exatamente.

 

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Migrei.

Title: Nothing Compares Artist: Third Day

26 de dezembro de 2008

Essas palavras foram ditas e escritas pelo apóstolo Paulo, e são tão atuais quanto eram há dois mil anos, quando foram escritas. Mas em nossas vidas, não importa para onde vamos, ou o que podemos ver, quem podemos encontrar, o que realizamos, ou o que nos é dado… Não há nada nesse mundo que chegue perto da grandeza de conhecer Jesus Cristo, nosso Senhor.

Estas palavras do apóstolo Paulo estão no livro de Filipenses, no capítulo três. Ele fala sobre tudo que passou na vida, e como ele foi criado na família certa, de forma correta, de acordo com Deus. Ninguém acharia algo errado nele, mas Paulo diz: “Quando me deparei com a graça e misericórdia de Jesus, foi quando descobri o verdadeiro sentido da vida. Todas as minhas realizações, tudo o que eu fiz, ou o que farei, nada disso pode ser comparado a Jesus.” É algo que não tem preço. Em outras palavras, não há nada que não podemos nos desapegar para ficarmos mais próximos de Deus.

E Jesus mesmo disse: “Se vais me seguir tens de morrer para ti mesmo, pegar tua cruz e seguir-me.” Ele disse: “Aquele que viver para si mesmo perderá sua vida, mas os que viverem por Mim, ganharão a vida eterna.” Ganharão alegria, paz ao lado Dele. O convite não está sendo feito por mim, ou pelo Third Day, mas pelo próprio Jesus, quando disse: “Vinde a mim todos os que estão cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Os que tem medo, dúvidas, vinde a mim e Eu vos darei respostas. Todos os enfermos, vinde a mim e Eu os curarei. Vinde a mim e Eu vos darei luz.” Ele disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai senão por mim.”

É por isso que estamos aqui, para dizer às pessoas sobre a grandeza de Jesus. Dizer às pessoas que isso não tem preço, e que não há nada mais importante do que conhecer Jesus. Nós da banda, como já disse antes, temos viajado pelo mundo, pelos EUA, tantas vezes que já perdemos a conta. Vemos coisas muito diferentes, mas não há nada que se compare à grandeza de Jesus Cristo, nosso Senhor. 
                                                                                                 Mac Powell – Third Day

 

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O Papai Noel é casado com a Marry.

Marry Chirstimas!!!

Segura essa linha aí,

10 de dezembro de 2008

Confiança. Sempre foi uma palavra forte pra mim, e apesar disso eu nunca tinha parado pra pensar sobre o que é a confiança, ou o que seria ter confiança em alguém. Quando eu começo a pensar em coisas assim, me vem à cabeça alguns exemplos de como eu posso definir a “confiança”. Por exemplo: o Vasco foi rebaixado, mas eu acredito que ano que vem ele consiga voltar a primeira divisão! (putz, que ridículo) Sendo assim, se eu acredito que o Vasco vá voltar à primeira divisão ano que vem, é porque eu tenho confiança de que o time consiga.

Talvez seja isso, acreditando em alguém, posso dizer que confio na sua capacidade.
Mas parece que ficou meio vago. Acreditar na capacidade, não seria suficiente pra eu ter confiança em alguém. Talvez a confiança parta mais pelo lado de se acreditar no que a pessoa diz, faz e prega. Algo como sentir a verdade saindo da boca de alguém! Algo como acreditar em um “eu te amo”.

Coisa difícil. Pelo menos pra mim. Um “eu te amo” ou “nunca mentiria pra você” ou “pode contar sempre comigo” é coisa séria e não é qualquer um que eu dou o direito de dizer essas coisas pra mim e ainda falar que não são mentiras. Muitas vezes eu vejo certos “amigos” em volta de mim dizendo coisas desse tipo uns para os outros e eu só consigo enxergar isso como algo muito fútil. Sabe, essas mesmas pessoas diziam as mesmas coisas pra mim e quando me viram pra baixo, nem sequer um abraço me deram. Porque com os outros elas seriam diferentes?

Agora eu posso ver que existem pessoas em minha vida que fazem uma diferença. Essas, quando falam “eu te amo” conseguem me fazer acreditar e confiar na palavra delas. A confiança, agora se tornou algo muito mais forte, algo como ter uma linha indestrutível que atravesse várias pessoas, e quando for necessário, puxar a sua para que o outro possa se aproximar, e perto, ser aquele em quem confiar.

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"Agora, imaginem uma linha imaginária!"

Notas azuis, aqui vou eu!

7 de dezembro de 2008

Hoje estou em um dia daqueles, a mão coça pra digitar, mas nada me vem à cabeça. Sendo dessa forma, eu não teria como começar um texto, a única solução seria…
…começar do jeito que comecei! Pelo menos, o inicio de um texto já fora criado, e as vezes digitar por digitar acaba nos trazendo algo construtivo.

Agora que chegaram as férias, terei mais tempo livre pra vagabundear pela internet, e quase sempre quando não tenho nada a fazer no computador, começo a digitar algo. Se bem que essas coisas não deveriam estar acontecendo hoje. Eu deveria estar estudando pra recuperação de geografia, que provavelmente é semana que vem. Mas enquanto os pais estão fora, entre estudar e internet, não preciso pensar duas vezes! Esse negocio de industria mundial eu vejo depois, e ter que estudar sabendo que as aulas já acabaram e muito enjoado.

Por um momento eu começo a pensar nessas coisas. Eu não gosto de estudar, mas eu preciso estudar porque quase nunca presto atenção nas aulas. Mesmo assim eu estudo pouco, e por conseqüência, lá uma vez ou outra, aparece a recuperação. Eu não me preocupo muito, afinal, uma boa estudada vai me garantir uma nota azul, sempre foi assim. Mas recuperação no quarto bimestre tem sido um pé no saco. E as vezes eu fico pensando no que alguns me dizem: a recuperação é injustiça pra quem prestou atenção em todas as aulas e estudou todos os dias e conseguiu uma boa nota!

De fato, se pensarmos em um exemplo entre duas pessoas, vamos concluir exatamente isso. Pessoa 1 estudou o bimestre inteiro e conseguiu uma boa nota bimestral, já a Pessoa 2, fez exatamente o contrario e ficou de recuperação. Só que dessa vez, na recuperação, a Pessoa 2 estudou muito e conseguiu uma nota melhor até que a nota da Pessoa 1. Isso é justo?

Eu acho que não deveria estar falando isso, afinal eu sou um dos que ficou de recuperação. Mas a injustiça vive em todas as partes do planeta. Talvez isso seja confortante pra quem não ficou de recuperação =D

 

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"Diante da descentralização industrial, vários países pobres transformaram-se em produtores e exportadores de bens manufaturados."

A Favorita

6 de dezembro de 2008

Quarta feira passada eu estava estudando a noite pra prova de geografia no meu quarto. A televisão estava ligada mas eu não me importava muito, não acompanhava nem acompanho a novela das oito.

Mas por um instante, eu parei de ler e olhei para a televisão, e naquele momento duas personagens conversavam, elas eram muito amigas, mas estavam vivenciando um problema. O caso é que uma delas era lésbica e todos em volta fofocavam dizendo que a outra também era lésbica por serem amigas. Eu não me importei muito com isso, a questão de homossexualidade e discriminação não foi o que prendeu meu pensamento.

Mas sim, a personagem que não era lésbica por um momento disse uma frase que serviria de consolo à sua amiga que se sentia muito constrangida: Amigo é aquele que te socorre, não o que sente pena de você!

Acho que basta um tombo pra provarmos isso!!!

 

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"Dizem que nao se atende celular em postos de gasolina…"

3, Meu Número Da Sorte

Oficializando esse como meu 3º blog, me sinto constrangido. Eu tenho prazer em escrever/digitar, mas duas tentativas de manter um blog não foram pra frente. Pode parecer bobeira, a questão é que eu não agüentava olhar pra tela e não ter o que escrever. Dessa vez eu vou tentar mudar as coisas, meus textos não sairão forçados, se eu não tenho o que escrever, não irei escrever, até algo surgir na minha mente.

Já temos uma prévia, não considerem o meu primeiro texto, ainda tem coisa boa por vir!

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"Derrubei toda a pipoca, agora vou ter que levar isso por Cent."

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